Para isso utiliza-se:
No desengraxamento: desengraxante alcalino em solução aquosa, a quente ou a frio para remoção de materiais orgânicos (óleos, graxas, etc);
Na decapagem: ácido clorídrico, a temperatura ambiente, ou sulfúrico, a quente, para remoção de óxido de ferro;
Na fluxagem: ZnCL2.3NH4CL a temperatura de 60 a 80ºC, para dissolver os resíduos salinos que restam na superfície da peça e formar uma camada de recristalização do sal, a qual impede a reoxidação superficial até sua imersão no banho de zinco fundido;
Na lavagem: água corrente com controle de Ph para remoção de resíduos entre operações, a fim de que um banho não contamine o outro.
Na imersão da peça em zinco fundido (zincagem), existem alguns fatores que vão influenciar na formação do revestimento:
Material base que compõem a peça: Existem alguns metalóides na composição do aço que são elementos aceleradores na reação Fe-Zn. O silício é o maior ativador na geração das fases Fe-Zn, proporcionando rapidamente cristais longos e espessos. Quando o teor deste elemento é superior a 0,12% já se observa seu efeito com o crescimento da fase Zeta até a superfície, dando um aspecto na superfície do recobrimento acinzentado e /ou áspero. A espessura do revestimento será maior que o especificado, podendo ser 2 vezes maior.
Estado da superfície: Quando mais rugosa a superfície, mais espessa é a camada de zinco, isto é explicado pelo fato de se ter maior superfície exposta a reação entre o Zn e o Fe, trazendo maior ancoragem mecânica da última camada que fica por arraste durante a remoção da peça.
Velocidade de imersão e remoção: A imersão deve ser a mais rápida possível a fim de que a camada tenha o mesmo tempo de formação em toda a peça. A velocidade recomenda varia entre 6 e 7m/min.
A remoção deve ser mais lenta e constante para proporcionar um revestimento mais uniforme. A última camada (Eta) é formada pelo arraste do material da superfície do banho durante a remoção.
A velocidade recomendada é por volta de 1,5 m/min.
Temperatura do banho: A temperatura de fusão do zinco é por volta de 419º C. A temperatura de trabalho esta entre 430 e 460º C.
Temperatura mais elevada acelera a reação Fé-Zn, gerando cristalizações grosseiras e frágeis com uma aparência externa irregular, além de afetar seriamente a vida útil da cuba, pois cima de 470º C, a reação do zinco com as paredes da cuba se torna mais intensa.
Tempo de imersão: A camada cresce com o tempo de imersão. Até aproximadamente 1 minuto ela cresce rapidamente, a partir daí, ela é lenta. O tempo mínimo permitido de imersão é aquele necessário para que toda peça esteja na mesma temperatura do zinco fundido.
Composição do banho: Entre os elementos encontrados ou adicionados ao banho de zinco, o alumínio é o único que exerce uma ação marcante.
Quantidade abaixo de 0,006% abrilhantam a superfície da liga. Quantidades acima reduzem ou suprimem a reação entre o ferro e o zinco.
Estes fatores determinantes na formação da camada de zinco devem ser bem controlados, pois verifica-se que o tempo de vida do revestimento depende da massa ou peso da camada de zinco.
Resfriamento e passivação da camada de zinco
Com o intuito de que o revestimento de zinco adquira logo em sua superfície uma capa protetora, procede-se a passivação em soluções cromatizantes a base de ácido crômico e bicromato. Esta passivação dá ao produto zincado um aspecto amarelado.
Acabamento
A última etapa deste processo é o acabamento que pode ser feito através de metalização (deposição de zinco por
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